quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Ida Maria


Nos últimos anos, diversas cantoras solos começaram a surgir no mercado musical trazendo um som bastante diferente e mais específico do que aquele mainstream chiclete ou aquele pop sem graça. Amy Winehouse, Lily Allen, Cat Power, Kate Nash, Feist, Tagan & Sara e entre outros são exemplos de pessoas de que participaram desta cena. Recentemente, outra se juntaram nesse quadro como Florence and the Machine e Marina & the Diamonds. Para aumentar um pouco mais essa lista, eu apresento a vocês, Ida Maria.

Ida Maria é uma cantora da Noruega que lançou seu albúm em 2008, conhecido como Fortress Round My Heart. Cantando sobre sexo, drogas, amores problemáticos e bares, o disco de Ida Maria é um rockzinho quase folk, porém, com uma energia tensa e excêntrica como Florence and the Machine. Para quem gosta de bandas como Mystery Jets e Brakes, Ida Maria é uma opção bem interessante para aqueles que não estão acostumados a ouvir um solo feminino. Veja abaixo o clipe "I Like You So Much Better When Your Naked":

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Playlist da madrugada...

Aproveitando o tempo perdido das madrugadas dessas férias, separei três videos aqui de músicas de bandas nunca citadas no blog. Veja abaixo e vejam se gostam!



Está é a música Doubt da banda Delphic, formada em Manchester que acaba de lançar seu primeiro disco este ano, conhecido como Acolyte. O disco possui influências de bandas como The XX, The Big Pink e Friendly Fires. Vale a pena dar uma olhada.



I Blame CoCo é o projeto de Coco Sumner, filha do Sting, vocalista do The Police. Ela ainda não possui disco, mas o single Ceaser, que vocês acabam de vêr, já está na internet.



The Golden Filter ainda não tem um disco, mas o hit "Solid Gold" que você acaba de ver está fazendo muito sucesso por ai. Como você percebeu, é uma ótima música para uma festa...



Já este é um video do Chromeo, uma banda bem conhecida formada por Dave One e Pee Thug. Nunca ouvi um disco deles, mas esse clipe é bem interessante.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Por que toda essa polêmica do Avatar?

Em 1997, o diretor James Cameron alcançou um placar recorde de 1,842,900,000 dólares acumulados em bilheteria mundialmente pelo seu filme Titanic. Este não só alcançou o filme com mais bilheterias arrecadadas, mas também, foi o filme que mais ganhou Oscars de todos os anos da academia, somando num total de 11 estatuetas, incluindo Melhor Filme e Direção. Doze anos então se passaram e nenhum outro filme conseguiu causar grande efeito no mercado cinematográfico quanto Titanic. Apenas O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, que ficou em segundo lugar com maiores bilheterias arrecadadas e levou também 11 estatuetas pela academia. Agora, em 2009, James Cameron trouxe a nós Avatar, que acabou superando o seu próprio recorde e agora é o filme com bilheterias mais arrecadadas. O resultado disso é nada mais nada a menos do que todos os prêmios do Globo de Ouro entregues a ele, com uma forte previsão para que o mesmo aconteça no Oscar de 2010. Ou seja, a questão é... qual é o segredo de James Cameron? Por que Avatar está causando toda essa polêmica? Será que Cameron fez um pacto com diabo? Bom, todas essas dúvidas você vê na matéria a seguir:


É estranho pensar que um filme sobre um outro planeta onde vivem pessoas azuis possa causar tanto impacto assim como Avatar. Pensando em Titanic é até compreensível... é um filme drama, romance, com muitas emoções, e etc. Porém, Avatar é totalmente ao contrário. Estamos falando de um filme de guerra e ação aqui. O que esse filme tem tão demais para fazer com que James Cameron ganhe todo esse crédito e faça com que Avatar seja o filme mais visto do mundo até agora? Bom, vamos começar a analisar tudo com calma.

Avatar é um filme que se passa num futuro distante onde os humanos estão analisando um planeta chamado Pandora, já que lá há uma pedra cujo quilo vale um bilhão de dólares. Porém, para entrar nesse mundo, eles são programados para se transformarem em avatares: cópias de um certo tipo de humanóides que vivem em Pandora conhecidos como Na’vi. Num episódio onde um soldado acaba morrendo, seu irmão gêmeo é convocado para continuar sua missão de avatar, já que os dois possuem as mesmas identidades fisiológicas. Ao entrar em Pandora como um avatar, o soldado acaba se perdendo do grupo e acaba indo parar na fortaleza onde os humanóides conhecidos como Na’vi vivem. Lá, ele aprende a ser um deles, enquanto isso, ele passa informações sobre o mundo de Pandora para o time de soldados humanos que está lá para interesses econômicos.


Muito bem... começando a falar da história, posso dizer que Avatar tem uma trama interessante, porém, nada que nunca tenhamos visto antes. E tudo ainda acaba ficando um pouco engraçado quando somos deparados com seres azuis que falam uma língua que James Cameron inventou. Mas indo direto ao assunto e respondendo logo a pergunta de o por que Avatar é um filme que todos estão falando tanto, posso dizer que com certeza a resposta não está na história, e sim... na produção.

Avatar é realmente um filme que nunca se viu antes. Não falo da idéia de humanos entrarem em outro planeta desconhecido e se infiltrarem para conseguir seus interesses específicos. Falo na verdade da originalidade e da produção do cenário em que o filme se passa, que é nada mais nada a menos do que o planeta Pandora. Este é literalmente um outro mundo, que foi tirado aos grandes cuidados da originalidade da mente de James Cameron. O mundo possui monstros nunca visto antes, plantas interessantissimas que brilham a noite, árvores que liberam sementes voadoras e até mesmo montanhas que flutuam. Sem mencionar os Na’vi, criaturas azuis que moram numa gigantesca árvore, e se relacionam como grupos indígenas. Tudo isso é feito com extremo cuidado que acabou se resultando numa obra magnífica que só o cinema moderno pode proporcionar. É uma viagem nunca vista antes, e posso dizer que quando você vai ver Avatar, você entra num mundo totalmente inédito assim como Star Wars quando foi lançado seu primeiro filme.


Mas não é só a grande produção cinematográfica que deve ter custado trilhões de dólares para fazer que faz Avatar um filme muito bem comentado. Apesar da história de infiltração, a trama nos passa uma idéia e um contexto de sociedade muito diferente do que os outros filmes. Afinal, por ser um mundo completamente diferente, acaba sendo nos apresentado crenças e costumes diferentes. E é exatamente isso o que a sociedade dos Na’vi nos proporciona. Eles são pessoas realmente muito interessantes, e tem idéias da vida e da morte de um jeito bem mágico. Afinal, todo aquele mundo é muito mágico, então, crêr em magia acaba sendo algo facilmente possível no mundo de Pandora. Mas o modo como eles nos mostram isso, principalmente através da simplicidade da socidedade em que eles vivem, que se resumem em moradias em troncos e defesas através de arcos e flechas, Os Na’vi se tornam criaturas mágicas e incrívelmente lindas. Então podemos dizer que nesta parte da história, os créditos de Avatar levam créditos positivos.

Posso dizer que o final também é bem interessante. Não pela história em e o que acontece, mas o contexto e a mensagem que é nos passada. Percebemos que até num mundo completamente diferente, lidando com pessoas de uma outra raça e uma crença e uma cultura totalmente diferente, ainda somos humanos quando questões como sofrimento, esperança, amor e lealdade são testas em nossas peles. E é exatamente essas questões que são abordadas quando o soldado gêmeo transformado em Avatar se infiltra na sociedade dos Na’vi, fazendo assim, este um filme mais interessante ainda.


Ou seja... Avatar é um bom filme. É uma experiência rara que o cinema nos proporciona que é capaz de nos levar a um mundo altamente criativo, bonito e que ainda sim, não seja muito fantasioso. Para aqueles que tiverem a oportunidade de ver o filme em 3D, a experiência será melhor ainda. Agora, respondendo a pergunta desta matéria... bom, pode-se dizer que é compreensivo toda essa bilheteria e essas polêmica que estão causando. Mas ainda não vejo o por que de James Cameron estar ganhando todos esses prêmios. Agora na parte de design, efeitos especiais e tudo que envolva a parte de produção... Avatar é sem dúvidas o filme que mais perece prêmios deste ano.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Crítica - Onde Vivem os Monstros

É muito comûm encontrar filmes infantis ruins ou irregulares, pois afinal, tais filmes são destinados para crianças, contendo assim, um roteiro fraco, bobo e uma direção não muito bem trabalhada. Porém, ao ver Onde Vivem os Monstros - se é que podemos dizer que este é um filme infantil, notamos uma enorme diferença: este não é só um ótimo filme, e além de muito bem trabalhado, é sem dúvida uma das histórias mais lindas e emocionante que já se pode ver no cinema.


Vivendo numa outra realidade, Max é um garoto que não consegue chamar atenção de sua família já que o seu mundo gira em torno de um mundo fantasioso que só ele consegue ver. Após se irritar com a mãe, os dois acabam brigando e Max foge de casa. Escondido no meio do bosque, Max encontra um barco e acaba navegando pelo mar. Até então que ele se depara numa ilha onde há gigantescos monstros que procuram a paz e a felicidade. Porém, a chegada do menino na ilha faz com que todos o nomeiem como rei, e assim, Max é encarregado de espalhar a felicidade em todos naquela ilha.


Baseado no livro infantil de Maurice Sendak, Onde Vivem os Monstros acabou se tornando uma história infantil mais destinada aos adultos do que as crianças graças o roteiro e a direção de Spike Jonze. Eu li o livro de Maurice Sendak e posso dizer que o livro não passa de umas quinze páginas, com uma frase de duas linhas em cada. Praticamente sem mensagem alguma, o livro de Onde Vivem os Monstros é um livro destinado à crianças sonhadoras que issentiva as crianças a sonharem, nada a mais. Já o filme de Spike Jonze, consegue ser uma versão muito melhor e muito mais complexa do que o livro.

No filme de Spike Jonze, Max não é apenas um garoto sonhador que vai para uma terra distante e volta para comer algo. A visita de Max na ilha dos monstros representa um outro mundo que Max vai para escapar da realidade que ele tanto tenta evitar. Ele está lá para ser rei, espalhar a felicidade e fazer com que tudo seja perfeito. Porém, até mesmo nesse mundo fantasioso que ele cria as coisas acabam sendo complicadas. E é exatamente isso o que diferencia o filme do livro em aspectos altamente positivos.


Os tais monstros selvagens de Onde Vivem os Monstros são na verdade criaturas bem reais, com sentimentos e pensamentos de uma pessoa normal, ao contrário do livro de Maurice Sendak, que só estão vivendo lá por viver, e fazer tudo o que Max manda. Pode-se dizer que o fato de usar monstros de verdade para fazer o filme, ao invêz de computação gráfica, deixou o filme muito mais real, e tocante. Não só os monstros, mas como a direção de Spike Jonze deixou também, todo aquele mundo que Max começa a viver, um mundo muito real. E um dos grandes créditos que podemos dar à isso é a fotografia que é usada neste filme, principalmente nas paisagens, que deixou as florestas e os desertos com uma iluminação maravilhosa.

Porém, o que mais se destaca aqui é o roteiro. Spike Jonze criou toda uma situação que o livro de Maurice Sendak não apresenta. E esta situação é nada mais nada a menos do que o dia a dia em que Max vive naquele incrível mundo com os monstros. Lá, Max começa a se deparar com problemas onde ele não consegue fazer todos felizes, e vê que os monstros não conseguem se dar muito bem entre sí. E isso começa uma série de complicações entre os monstros e Max, nos mostrando assim que até mesmo nos sonhos, não podemos simplesmente fazer o que bem entendemos.


A moral de Onde Vivem os Monstros, porém, não é exatamente algo que todos vão conseguir digerir. Este é um filme para nós virarmos crianças, e ver de um jeito simples, bobo, porém absurdamente lindo, de como o mundo não funciona exatamente como queriamos. E é o que de fato acontece. E nada disso teria sido possível se este filme fosse criado por outra pessoa. Spike Jonze sem dúvida fez um dos trabalhos mais lindos e tocantes que o cinema já fez. E isso não é porque temos uma linda história de amor, ou simplesmente uma moral fantástica... é lindo simplesmente pelo fato do filme abordar de uma maneira simples e primária como o mundo é injusto, e como é fácil aceitar outra realidade, mesmo que ela não seja perfeita para nós. É um filme para nós voltarmos a ter dez anos. Um filme para nós soltarmos nosso lado do sonho... "selvagem".

Nota: 9.0

Para dar tchau e os 10 Melhores Filmes de 2009

Olá pessoal, feliz natal e ano novo para todos! Me desculpem pela falta de atualização aqui no blog, mas as férias acabou tomando meu tempo e aumentando a minha preguiça. Mas para a felicidade de todos, estou de volta e desta vez mais atualizado! E é por isso que vou começar o ano de 2010 aqui no blog citando quatro ótimos filmes que vocês podem estar procurando ai em casa para ver. Já para quem ainda se importa sobre a opinião do blog, também comentaremos sobre os dez melhores filmes de 2009. Lembrando que a lista se baseia nos filmes lançados aqui no Brasil em 2009!


Bom, o primeiro filme que vou comentar é sobre Férias Frustradas de Verão, também conhecido como Adventureland. Todos mundo sabe não é nada fácil encontrar um bom filme de comédia adolescente hoje em dia, já que o gênero está altamente desgastado. Até onde eu me lembro, American Pie foi o único filme realmente bom (o que também não passa do segundo, já que as mil e uma sequências são totalmente desnecessárias). Porém, após ver Férias Frustradas de Verão, podemos dizer que nossa esperança não está tão morta.

Adventureland é um filme de comédia adolescente que não segue os clichês das histórias normais que estamos acostumados. Em vêz do galã da escola namorar com a loira gostosa e o garoto emo principal se dá bem na história e tem um final feliz roubando a namorada do galã; este filme é na verdade sobre jovens ferrados dos anos 80 cujas vidas são tão miseráveis e iguais a da vida real. O grande destaque neste filme é como as coisas acontecem exatamente na vida real em questões de relacionamentos, amizades, emprego e etc. E é assim que nós nos apaixonamos por este simples filme. Por que não é um filme onde as pessoas ficam melhores, ou pessoas tristes ficam felizes. É um filme sobre diversos tipos de pessoas que de um jeito ou de outro, são todas iguais. E a única diferença entre elas é o erro que elas cometem.


Lars Von Trier é aquele tipo de diretor que você nunca sabe o que esperar de seus novos trabalhos. Sendo um diretor de altos e baixos (pelo menos na minha opinião), Von Trier sempre acaba fazendo algo que chama a atenção do público, ficando conhecido com um rótulo de diretor "cult" ou "inovador". Agora, em seu novo filme Anticristo, este rótulo pode sem dúvida ser coloado novamente em seu perfil.

Eu posso dizer que eu já vi muitos filmes em minha vida, mas eu nunca vi um filme tão diferente e persuasivo quanto Anticristo. E não estou falando isso por causa de um jeito diferente de direção, ou uma trama diferente, mas sim, a história em sí e como ela se desenvolve. É um filme bem difícil de ver e bem agonizante. Mas é assim que o horror de Anticristo funciona. É totalmente psicológico e te afeta de uma maneira agonizante. Não só por causa das imagens, mas também, na história em sí. O filme não é simplesmente um problema que vai sendo resolvido durante o passar dele, mas sim, de uma maneira ou de outra, é a história de uma crença que é testada na pele do personagem durante o decorrer da história. Não só na pele do personagem, mas como também, na pessoa em que assiste. E é desta maneira que Anticristo se torna tão diferente e intrigante. Sem dúvidas é um dos filmes mais brilhantes que eu já vi, e com certeza, o melhor filme de Von Trier até agora.


Tudo Acontece Em Elizabethtown, Hora de Voltar, Pequena Miss Sunshine, Juno, (500) Dias Com Ela... enfim! Todos esses filmes tem algo especial em seus roteiros. Algum pequeno detalhe que no fim, acaba mudando todo o nosso ponto de vista, e acabamos nos apaixonando por eles. Adam é mais um desses filmes.

Adam é aquele tipo de personagem que é raro de se encontrar nos filmes, que no fim, faz toda a diferença no roteiro, se destacando assim, mais do que o filme em sí. É claro que há um romancinho entre ele e uma garota chamada Beth, mas é exatamente isso que faz o filme tão lindo quanto ele é. Não digo que seja o filme mais lindo que eu já vi na vida; aliais, parece até uma versão menos séria de Forrest Gump, só que mais especial, única e diferente. E esse crédito é plenamente dado para o personagem de Adam, ou em outras palavras, o roteiro de Max Meyer.

O que faz afinal Adam ser um filme tão bonito é a história em sí, que envolve toda a vida de Adam e seu estranho romance com Beth, que quebra todos aqueles clichês de filmes de comédia romântica. É real, tocante e marcante. O que sem dúvidas, devemos dar créditos a Hugh Dancy, que interpretou Adam de uma maneira que nos mostre que ele é um ser muito estranho, mas ao mesmo tempo, uma pessoa maravilhosa. E eu não estou dizendo tudo isso porque é um daqueles filmes que tenta agradar aos espectadores "indies". Ele é simplesmente bonito. Nada mais, nada a menos.


Agora, citando o último filme... a obra prima de Quentin Tarantino: Bastardos Inglórios.

Muitos me acham loucos por dizer isso, mas para mim, Quentin Tarantino sempre deixou a desejar um pouco (com exceção em Kill Bill). Todos os roteiros do Tarantino tem sempre algo que me irrita, e uma delas é o diálogo em exceço que nunca vai direto ao ponto da conversa. Em Bastardos Inglórios acontece o mesmo, mas pela primeira vez, a conversa é altamente interessante e intrigante, e com o desenvolver dela, a situação acaba nos levando para uma coisa totalmente diferente do que esperavamos, nos supreendendo assim, cada capítulo que passa. O filme também é um pouco humorístico, assim como todos os filmes de Tarantino. Mas ao mesmo tempo que é humoristico, é bem intenso de uma meeira bem equilibrada, resultando assim, num filme altamente bem escrito e dirigido.

O mais interessante do filme também, é como as histórias se entrelaçam uma nas outras e como elas se desenvolvem. O roteiro é sem dúvidas a melhor coisa do filme, e eu espero que Tarantino ganhe um prêmio por isso. É bem criativo e estruturado. Sem contar o final que é simplesmente surpreendentimente bom. E é assim que Bastardos Inglórios vira o melhor filme de 2009... pela sua louca história de sangue, guerra e conspirações excêntricas. Só vamos esperar que Avatar não ganhe todos os Oscars.

Eis então os dez melhores filmes de 2009:

01. Bastardos Inglórios
02. Anticristo
03. (500) Dias Com Ela
05. A Troca
04. O Curioso Caso de Benjamin Button
06. Foi Apenas Um Sonho
07. O Casamento de Rachel
08. O Lutador
09. Simplesmente Feliz
10. Férias Frustadas de Verão

Para aqueles que perguntam, bom, eu ainda não vi Avatar. Mas não se preocupem, quando eu ver haverá um grande post respondendo o "por que" Avatar está sendo tão bem comentado e ganhando todos os Oscars do mundo.

PS - O Le Artists Journal fez 2 anos no dia 15 de Dezembro de 2009. Obrigado a todos os leitores por nos acompanharem até hoje!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A Volta do Late of the Pier


Em 2008, a banda Late of the Pier lançou seu primeiro albúm oficial, conhecido como Fantasy Black Channel. Composto por um som criativo, inovador e cheio elementos new wave, punk e indie, Late of the Pier marcou seu espaço na cena músial mundial atual, e ficou como um dos melhores albúns do ano aqui no Le Artistis Journal.

Este ano, a banda acaba de lançar seu mais novo single, "Blueberry", que estará no próximo albúm da banda. O single você confere abaixo:

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Os 10 Melhores Albúns de 2009

Depois da retrospectíva artística de 2009, o Le Artistis Journal separou todo o material mais interessante da cena músical e simplificou numa lista que indica os dez melhores albúns deste ano. Marcado por um ano onde as bandas que antes haviam tomado um lugar na cena músical mundial, desta vêz, tomaram um novo partido e lançaram albúns continios. Quem afinal poderia esquecer do lançamento de Humbug, dos Arctic Monkeys, que além de ser muito esperado, causou grande impacto sobre os fãs ao ser lançado. Ou até mesmo o Yeah Yeah Yeahs e o Franz Ferdinand, que após um grande periodo de ausência, voltaram diferente? Veja abaixo os dez melhores albúns de 2009, segundo o blog Le Artistis Journal.

10. Miike Snow - Miike Snow
Miike Snow pode ser classificado como o MGMT de 2009. A banda de 2008 que se tornou um dos fenômenos mais diferenciados da cena músical atualmente, parece ter ganhado uma versão um tanto parecida este ano com o lançamento do primiro disco do Miike Snow. Com o mesmo estilo indie/new-wave africano, Miike Snow traz um albúm criativo, exótico, e excitante, que reserva uma viagem psicodélica entre as combinações de notas que escondem nos teclados e efeitos computadorisados do albúm da banda. Sem contar o incrível single lançado pela banda no começo do ano - "Animal" - que pode ter classificado como um dos melhores hits do ano. Apesar de tudo isso, MGMT ainda consegue levar o crédito de melhor banda, mas também, não deixa do Miike Snow ocupar a posição de décimo lugar aqui no Le Artistis Journal.

09. I Had the Blues But I Shook Them Lose - Bombay Biclycle Club
Quem diria que um simples indie rock crû ainda pudesse chamar atenção no meio dessa grande diversividade músical em que vivemos hoje em dia? Bombay Biclycle Club lançou seu primeiro albúm este ano, e acabou chamando atenção de todos pelo talento que os jovens tem por terem apenas saido de seu A-Levels na Inglaterra. Possuindo um som indie rock crû, I Had the Blues But I Shook Them Lose ganha diversos créditos pela originalidade das músicas, acordes e melodias bem feitas e bem trabalhadas, e obviamente, uma boa qualidade músical, principalmente por ser o primeiro disco desta banda.

08. Tonight: Franz Ferdinand - Franz Ferdinand
Franz Ferdinand abriu o ano lançando já um dos discos mais esperados de 2009, que foi nada mais nada a menos do que o tão esperado terceiro disco da banda. Depois de várias datas adiadas, a banda que estorou no início do movimento indie rock pelo seu rock crû e dancante dos anos 60, finalmente lançou seu albúm este ano, marcando uma nova etapa da banda. O que no primeiro disco era inédito, e no segundo, uma tentativa de continuar ser diferente, o Franz Ferdinand finalmente parece ter aplicado formula certa neste terceiro disco e nos deixaram todos prontos para dançar. Bem mais pop eletrizante, o Tonight: Franz Ferdinand é um ótimo disco para se botar numa festa, ou até mesmo ser sua trilha sonora para deixar o dia mais agitado. Esqueça o hype e comece a bater o cabelo!

07. Wolfgang Amadeus Phoenix - Phoenix
A existência de Phoenix na cena músical mundial não é nenhum pouco recente. Apesar de seu primeiro albúm ter sido lançado em 2000, foi apenas esse ano que a banda recebeu um título nobre e que merecesse respeito. Em Wolfgang Amadeus Phoenix, a banda que antigamente fazia um rock mais alternativo se transformou em um indie pop mais sério, mais bem trabalho e muito mais criativo. Apesar do albúm não apresentar muito mais de nove faixas, Wolfgang te apresentará uma sequência de músicas que será uma faixa melhor do que a outra. O disco é tão bom e ficou tão bem reconhecido, que este acabou sendo indicado para o Grammy de Melhor Albúm Alternativo do Ano. Já aqui no Le Artistis Journal, o Wolfgang fica em sétimo lugar dos dez melhores albúns do ano.

06. Con Law - Generationals
Todo ano temos aquela banda que classificamos como "a banda mais legal do ano". Geralmente estas são compostas por caras legais, que se vestem de um jeito legal, e que fazem uma música que dá vontade de sair correndo e gritando de alegria. Enquanto no ano passado o The Wombats roubava essa cena, agora em 2009, quem merece esse título é o Generationals. Apesar da banda não ter o look mais legal do mundo, o primeiro albúm lançado por eles este ano já compensa tudo o que eles não são visualmente. Con Law é composto por um rock retrô meio indie nerd, cheia de músicas dos anos 60 com um toque moderninho, acompanhado com uma vonatade de dançar loucamente sem compasso a onde você quer que esteja. Citado no blog recentimente, o Generationals não é só a banda mais legal do ano, mas como também, o disco mais legal do ano.

05. Telekinesis! - Telekinesis!
Telekinesis foi um dos meus maiores vícios este ano. Apesar de apresentar um som indie rock simples, as combinações perfeitinhas e bonitinhas de Michael Benjamin Lerner com influências de Death Cab For Cutie e Tokyo Police Club, foram o suficiêntes para produzir um material de altissima qualiade e incrível bom gosto. Perfeito para servir como trilha sonora de uma tarde fria, Telekinesis lançou seu primeiro albúm este ano com influências indie, underground e folk. Para os adoradores de Death Cab For Cutie, como eu, Telekinesis serve como uma versão mais rebelde de Ben Gibbard, ou... um Death Cab mais agitadinho. Simplesmente incrível e altamente recomendado!

04. Humbug - Arctic Monkeys
Desde quando eu ouvi o single Crying Lightning, minhas preocupações com o Arctic Monkeys estavam sérias. O que antes era a minha banda favorita, agora estava ameaçada por um novo estilo que a banda enfatisava e não tinha medo de mostrar isso para os fãs. O novo material do Arctic Monkeys realmente acabou saindo diferente. O que antes era moderninho, e conhecido como rótulo principal para a música indie, agora havia se tornado num rock crû dos anos 70 e 80, com influências westerns e psicodélicas. Sem imaginar, acabei me surpreendendo com o novo material dos Monkeys, e posso dizer sem dúvida que é um dos melhores albúns do ano. Porém, o material pode ser bom, mas os Monkeys moderninhos ainda continuam no mu coração, e o desespero pela volta deles ainda grita em desespero. Afinal, Crying Lightning é apenas uma música do novo disco dos Monkeys. Mas quem pode negar que Brianstorm sera para sempre?

03. Kings & Queens - Jamie T
Não sei se aconteceu com vocês também, mas a espera pelo o segundo disco do Jamie T foi uma das coisas mais torturantes do ano. Após lançar o single "Stick'n Stones" ser lançado, houve uma percepção de uma notável mudança, e graças a deus, ela estava voltada para algo muito, mas muito melhor. O primeiro albúm deste excêntrico rapaz que mistura hip-hop, indie e folk - Panic Prevention - havia sido caracterizado por um album completamente diferente do que já haviamos visto antes. Era estranho, porém, altamente criativo e orginal, que vinha acompanhado de uma diversidade músical enorme para estar em um disco só. Em Kings & Queens, as coisas continuaram a mesmas, só que muito mais profissionais. Jamie T não botou toda essa diversidade músical em diversas músicas para o seu albúm, mas sim, deu um jeito de botar todas s influências em cada música de seu novo albúm. Energéticas, originais, criativas e acompanhado com incríveis letras, Jamie T não só se destaca com um dos melhores albúns do ano, mas também, como um dos jovens músicos mais talentosos da atualidade.

02. It's Blitz - Yeah Yeah Yeahs
O Yeah Yeah Yeahs passou um tempo tão ausênte no meio músical que quando descobri que eles estavam prestes a lançar um novo disco, nem me animei. Porém, quando o single "Zero" começou a tocar na rádio, foi exatamente a mesma sensação que senti quando ouvi Brianstorm pela primeira vêz. E o mesmo aconteceu quando eu ouvi o It's Blitz inteiro. O novo disco do Yeah Yeah Yeahs é definitivamente uma obra prima da banda. Para aqueles que amavam os gritos loucos da Karen O. e os solos frenéticos das guitarras, desta vêz encontraram algo muito mais moderno, e muito mais profissionl. Bem mais eletrônico, este albúm possui diversas influências músicais, e com sonoridades bem originais comparando com os albúns lançados últimamente. Este é sem dúvida um dos albúns mais letrizantes do ano!

01. Lungs - Florence and the Machine
Pode-se dizer que além do Arctic Monkeys, o disco mais esperado para este ano foi o da Florence. Enquanto sua música já estorava no fim de 2008, o primiro disco da cantora estava previsto para apenas Julho de 2009. Bom... esta data não só passou, mas como também, já ouvimos o albúm e podemos dizer que sem dúvidas algumas este é o melhor albúm de 2009. Altamente criativo e energético, o disco da Florence se destaca por diversos motivos. Primeiro, pela voz da cantora, que é sem dúvida umas das vozes mais incríveis da atualidade. Segundo, suas letras, que além de serem incrivelmente lindas e bem feitas. Terceiro pela originalidade de conseguir montar uma banda indie gospel, cheia de instrumentos exóticos como arpas, tambores e flautas. Este não é só um albúm incrível, mas como também, uma orquestra para os ouvidos. Simplesmente o som mais criativo e lindo dos últimos tempos, e do ano.

E estes são os dez albúns que o Le Artistis Journal consideraram como os melhores do ano. Outros que charam bastante atenção e podem até ser colocados numa lista do vigésimo ao décimo primeiro lugar numa lista de 20 Melhores Albúns do ano são: Merriweather Post Pavillon do Animal Collective; Stir the Blood do The Bravery; West Ryder Pauper Lunatic Asylum do Kasabian; Baby Darling Doll Face do Band of Skulls; Touchdown do Brakes; e The Fame da Lady Gaga. Já para quem tem curiosidade, o Le Artistis Journal divulgou os seguintesdez melhores albúns do ano passado, 2008:

01. Narrow Stairs - Death Cab For Cutie
02. Friendly Fires - Friendly Fires
03. We Are Beautiful, We Are Doomed - Los Campesinos!
04. Fantasy Black Channel - Late of the Pier
05. Off With Their Heads - Kaiser Chiefs
06. Oracular Spectacular - MGMT
07. Midnight Boom - The Kills
08. Elephant Shell - Tokyo Police Club
09. Only By the Night - Kings of Leon
10. Antidotes - Foals

E para você? Quais são os dez melhores albúns do ano?

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A Evolução do Hype - O Novo Disco do The Bravery.


O single "An Honest Mistake" do the Bravery foi provávelmente uma das músicas que mais marcou o ano de 2005, assim como o primeiro disco da banda, intitulado com o próprio nome, The Bravery. Este não só marcou como um dos singles do ano, mas como também, a entrada do The Bravery na cena músical mundial, que acabou sendo assombrada pelos The Killers e o som bem parecido que faziam. De 2005 a 2007, o The Bravery lançou dois discos e conquistou a América em vêz de sua terra natal, o Reino Unido. Com opiniões altas e baixas, depois de dois anos após o lançamento do último disco, The Sun and the Moon, o The Bravery está de volta com seu terceiro albúm para marcar onde é realmente o seu lugar. E assim, ele nos mostra que não é nem ao lado do The Killers, muito menos ao lado do hype.


Stir the Blood é o nome do terceiro disco do Bravery, que acabou de ser lançado pela gravadora Universal com 11 faixas inéditas. Depois de dois albúns com mudanças significantes, há apenas uma coisa que se pode perceber assim que se ouve as duas primeiras faixas do albúm: onde está o The Bravery que conhecemos?

Para aqueles que gostam do The Bravery todo indie alternativo, bom... podem se preparar para algo muito, mas muito melhor! Aqueles riffs de guitarras combinadinhos e o conjunto de notas moderninhas que saia do teclado das músicas dos dois primeiros albúns, se transformaram agora em elementos new waves e post-punks. Em algumas músicas, pode-se até comparar o albúm com o albúm de algumas outras bandas dos anos 80, como o New Order, ou até mesmo o Joy Division. Lógico que ainda sentimos uma leve "pontada moderninha" em algumas faixas, mas, comparando os outros albúns com este, pode-se dizer sem dúvidas de que este está muito mais bem feito, profissional, e original. Talvez alguns não gostem, mas para quem está acostumado com um Bravery tão moderninho que até enjoa, vai ficar satisfeito em ver o que a banda reservou para o Stir the Blood.

Apesar da minha crítica positiva sobre o terceiro albúm do The Bravery, fontes como a Rolling Stone e a New Musical Express não parecem ter gostado muito do albúm, deixando comentários como: "Eles estão fora de passo, fora de tempo, fora de lugar e estão completamente fora do pequeno e estranho mundo que criaram. Não vão para o lugar que Endicott (vocalista) criou". Batendo na mesma tecla que bati anteriormente, posso dizer com toda a certeza do mundo que esta mudança foi a melhor coisa que já poderiam ter feito. Afinal, não precisamos mais de um outro som hype, ou muito menos continuar tendo a mesma opinião de uma banda após seis anos de formação. Com este disco, o The Bravery finalmente se encaixou em algum lugar, deixando a sombra do The Killers de um lado e a opinião de uma banda hype chatinha de outro. Se eles mudaram mas ainda não estão completamente bons, eu não sei. Só sei que este novo material é bom, e com certeza é um dos melhores discos do ano. Se você tem dúvidas, por que não dá uma olhada no disco?

Enquanto isso, dê uma olhada na faixa "Slow Potion":

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Retrospectiva Artística de 2009

Pois é gente... o ano de 2009 passou rápido e agora estamos no seu fim. Apesar de gripe suína, o vazamento do ENEM, e a presidência do Barack Obama nos Estados Unidos, muita coisa aconteceu no meio artístico, marcando este ano como um ano de mudanças, inovações e muito babado para ser relembrado. O Arte à Sétima não só acompanhou muitos desses acontecimentos, mas como também, mudou, tendo o Le Artists Journal como reflexo disso. Para entrar em 2010 com novo estilo e inspirações nostálgicas de 2009, o Le Artists Journal preparou uma matéria exclusiva sobre tudo o que aconteceu no meio artístico deste ano! Confira!

No Mundo:
No dia 7 de Julho de 2009, o mundo parou para ver o memorial de Michael Jackson que passava ao vivo em todas as redes de televisão americana. Há aproximadamente doze dias antes do memorial, o mundo havia perdido um dos maiores reis da música ainda vivo, o Michael Jackson. Ninguém conseguia realmente acreditar, e cantores de todo o mundo se reuniram em seu memorial para prestigiá-lo e homenageá-lo, enquanto milhões de pessoas acompanhavam ao vivo aos choros. Sua morte não foi apenas memorável, mas como também, altamente lucrativa.

Após a morte de Michael Jackson, a febre de sua música voltou a se espalhar pelo mundo. Seu famoso moon-walk estava de volta aos palcos em todas as turnes de artistas famosos em homenagem à sua morte, sem contar desfiles que se inspiraram em sua personalidade para criar novas tendências de roupa. Seus albúms começaram a vender excessivamente, e faixas como "Beat It" e "Thriller" estavam de volta nas rádios, nas trilhas sonoras de festas, e até em temas de noites especiais em baladas homenageando a morte do rei do pop. Sem contar o tão esperado filme lançado logo em seguida, This is It. É ai que a gente começa a se pergunta... Michael está realmente morto??

Vivo ou morto eu não sei, mas os Jacksons estão faturando horrores. Mas o que realmente virou fato, é que Michael será para sempre!


Já enquanto alguns artistas morrem, outros vêm à vida... mesmo que eles não sejam como nós esperávamos que fossem. Em 2009, uma mulher louca apareceu e chamou atenção de todo o mundo. Mas não porque ela raspava o cabelo, saia pelada ou cheirava cocaína, mas sim, porque ninguém conseguia exatamente entender o que de fato ela estava usando. Falo de Lady Gaga, que sem dúvida foi a mulher que mais se destacou este ano, tanto como personalidade, mas como também, revelação artística.

Em 2009, Lady Gaga lançou seu primeiro disco, chamado The Fame. Após três ou quatro hits, a cantora já estava fazendo sucesso por toda Europa e a América, cantando em lugares como Glastonbury e no David Letterman Show. Porém, não foi só sua música que chamou sua atenção não! Seu vestido de "bolhas" e sua roupa cheia de bichos do "Muppets" foi o suficiênte para ela sair na capa da Rolling Stones e suas roupas ficarem expostas num museu de Londres. Mas lógico que isso foi só o começo.

Com o passar do ano, o look de Lady Gaga era cada vêz mais chocante. No MTV Music Awards de 2009, a cantora apareceu com quatro looks diferentes que chocou todos - principalmente este ao lado, que parece que está está toda suja de sangue. Além disso, sua performance ao cantar "Paparazzi" cheia de incenações, foi o suficiênte para provar de que esta mulher sabe mesmo é deixar você de queixo aberto.

Mas não é só sua performance que chama atenção não. Seu disco, The Fame, apesar de estar voltado para o público mainstream, possui um bom conteúdo e pode-se dizer que se destaca em todos os albúns lançado este ano. Aliais, seu albúm foi tão comentado, que esta cantora excêntrica não conseguiu parar quieta e lançou uma edição especial de seu albúm com mais 8 faixas inéditas, conhecido como The Monster. Tudo isso em um ano. Ou seja... tem mais motivos para esta ser a Pessoa do Ano? Acho que não.


Já enquanto uns morrem e outros vivem, outros são humilhados... já que estamos falando de Lady Gaga, que causou choque do começo ao fim do ano, por que não relembrar o MTV Video Music Awards deste ano, que teve muita coisa para se comentar? Afinal, quem não lembra com o que aconteceu com a pobre Taylor Swift, que enquanto agradecia seu premio por Melhor Vocal Feminino, foi interrompida por Kayne West dizendo: "Estou feliz por você Taylor, mas gostaria de dizer que quem realmente deveria ter ganhado este prêmio é a Beyonce".

O comentário do Kayne West estão se resultou em milhares de twitadas de fãns xingando o rapper, incluindo twitadas de Pink como "Kayne West é o maior pedaço de bosta do mundo" e até o próprio presidente, Barack Obama dizendo "Kayne, você é um idiota". Além disso, o cantor, que ia apresentar um dos prêmios da noite, foi proibido de se apresentar. Kayne West então saiu como o vilão da história, e Taylor Swift como a garotinha... e agora, olha só quem está indicada para o Grammy deste ano!

Além disso, o VMA de 2009 foi marcado por diversos outros acontecimentos: a apresentação da Lady Gaga como citado antes; o show do Muse, que se apresentava pela primeira vez ao vivo em rede aberta americana; a Pink e a Shakira, que vieram com roupas iguais; e a dança de "All the Single Ladies" da Beyonce mais o seu discurso de agradecimento pelo prêmio de Melhor Video Clipe, que ao terminar, chamou Taylor Swift para acabar de agradecer, já que havia sido interrompida por Kayne West.


Falando de filmes agora... assim como todo o ano, no início de 2009 teve a premiação do Oscar, que foi marcado pelas oito vitórias do filme Quem Quer Ser Um Milionário? - incluindo Melhor Filme, Diretor, Roteiro Adaptado, e Fotografia. Não foi só eu que achei um exageiro, mas como também, todo mundo. Pessoalmente, eu nem gostei tanto do filme. Entendo o prêmio de Direção e Fotografia, mas Melhor Filme? E o Curioso Caso de Benjamin Button que liderava com dez indicações e acabou levando os chulos três Oscars de Maquiagem, Efeitos Visuais e Direção de Arte?

A noite também foi marcada por Sean Penn, que ganhou o Oscar de Melhor Ator por interpretar o homossexual Milk. Ainda acabou fazendo um discurso dizendo "Hoje a noite, todos aqueles que votaram contra a legalização da lei do casamento homossexual nos EUA devem se envergonhar", emocionando toda a platéia. Kate Winslet também ganhou o Oscar de Melhor Atriz, para O Leitor, o que eu pessoalmente achei legal, por gostar da atriz, mas ainda acho que Angelina Jolie acabou com qualquer um em A Troca, ou até mesmo Anne Hathaway por O Casamento de Rachel. Heigh Ledger ganhou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante em memória de sua morte (ainda me pergunto se ele teria ganhado esse Oscar se ele ainda estivesse vivo) e Penélope Cruz ganhou por Vicky Cristina Barcelona como Melhor Atriz Coadjuvante.

As outras classificações ficaram Milk como vencedor de Melhor Roteiro Original e Quem Quer Ser Um Milionário? por Melhor Roteiro Adaptado. Falando do Oscar em geral, senti falta de mais indicações para O Casamento de Rachel, e pelo o amor de deus, Melhor Direção, Roteiro Adaptado e Atriz para Juliane Moore por Ensaio Sobre a Cegueira, né?

Nos Filmes:
O mundo cinematográfico deste ano foi bem fraco... pelo menos aqui no Brasil, que perdeu praticamente todos os fimes bons que foram lançados em 2009, e foram deixados para serem lançados apenas em 2010.

Enquanto diversos filmes horriveis foram lançados este ano, como 2012, Watchmen, Presságio, entre outros; teve alguns filmes que acabaram se destacando, como o Lua Nova. Sendo um dos filmes mais esperados do ano, este deu sequência a febre vampiresca criada em Crepúsculo, que criou outras inspirações como as séries True Blood e The Vampire Diaries, este ano. Porém, Lua Nova acabou tendo diversas opiniões diferentes, e eu, pessoalmente, gostei do filme, mas é tão diferente do primeiro que é difícil comparar. Analisando o filme como uma porção única, achei o filme um tanto mediano.

Outros filmes lançado este ano, foi o Harry Potter e o Enigma do Príncipe, que está sendo aguardado desde Julho de 2008, graças à Warner Brothers, que adiantou o lançamento do filme para este ano. Porém, a espera valeu a pena, e todos ficaram satisfeitos. Outros filmes também que se destacaram foi Arraste-me Para o Inferno, que nos deu uma rara diversão garantida por um filme trash - créditos ao Sam Raimi por isto, por favor; Distrito 9 e o querido (500) Dias Com Ela. Todas as resenhas destes filmes você encontra nos posts antigos do Le Artists Journal. Em breve, mais detalhes dos melhores filmes do ano serão anúnciados no post dos Melhores Filmes do ano. Aguarde!

Na Música:
Tá, não é porque o Friendly Fires é a banda favorita do blog que eu vou dizer isso, mas é por esse motivo que eu sei do que eu vou falar agora! Apesar da Lady Gaga ter chocado todos com seu visual, quem realmente se destacou esse ano como banda foi o Friendly Fires. Digo isso pelas milhares de coisas que a banda fez em 2009.

Apesar do primeiro disco da banda ter lançado em 2008, o Friendly Fires começou realmente a trabalhar foi este ano! A banda fez uma turné pelo mundo inteiro, tocando desde casas de shows a bares, e em todos os lugares do mundo como Japão, África, Argentina, México, Nova York, Alemanha, e inclusive aqui no Brasil. Tudo isso com um calendário preenchido com um show a cada dois dias, e uma estadia num país diferente a cada cinco dias! Bom, o resultado disso foi uma venda muito mais elevada de discos, segundo o vocalista, e as faixas "Paris" e "Skeleton Boy" começaram a ser tocadas em baladas por aqui.

Além disso, a banda fez um single com inspirações baseadas nos elementos do samba, e ficou conhecida como Kiss Of Life. Sem falar da edição especial que eles lançaram este ano de seu disco, contendo mais quatro faixas inédias. Segundo eles, o segundo disco do Friendly Fires deve sair por volta de maio de 2010, graças ao desenvolvimento das novas músicas quem tem andando com um bom desenvolvimento, e segundo o vocalista, quatro músicas já estão prontas.

Já sobre o show da banda que aconteceu este ano, e o Le Artists Journal esteve lá para conferir de perto! Com Copacabana Club e Brollies & Apples abrindo o show, o Friendly Fires cantou numa segunda feira no Stuido SP da Augusta, onde se encontraram 400 pessoas que esgotaram os ingressos do pequeno festival do Lúcio Ribeiro. Pode-se dizer que foi o melhor show do ano (lembrando que eu não fui no Radiohead e no The Killers, então não tacam pedras em mim).


Outra cantora que se destacou em 2009 foi Florence and the Machine. Ficando reconhecida por todos desde o início de 2008, foi apenas este ano que ela lançou seu primeiro disco oficial, conhecido como Lungs. Este é sem dúvida um dos melhores discos do ano, e você voltará a ver ele citado aqui no próximo post, falando sobre os melhores albúms deste ano.

Também não podemos deixar de lado o Arctic Monkeys, que causou grande polêmica este ano por tudo o que eles tem feito. Ao lançar o terceiro disco da banda, o Humbug, a banda acabou apresentando um material diferente ao público, com uma idéia um tanto mais levada na brincadeira, que causou altos e baixos tanto nos fãs quanto na mídia e no mundo musical. Apesar de ser um bom albúm, a banda parece ter levado tudo na brincadeira. Primeiro o estilo que a banda se encontra, todos de cabelão e roupas do estilo anos 70; além dos videoclipes que causaram os maiores desapontamentos entre os fãs.

Resultado de tudo isso? Bom, cada um tem uma imagem diferente. Eu pessoalmente vejo o novo Arctic Monkeys como algo que está sujando o próprio nome. Estes, os moderninhos da música indie acabaram se transformando em algo mais sério, porém, um sério que nem eles mesmos parecem conseguir vestir a carapuça. O que eu posso dizer é... bye bye Monkeys moderninhos, voltem logo pois sentimos sua falta! Enquanto isso a gente escuta o Humbug fingindo que é o primeiro disco do Arctic Monkeys, só pra não lembrar o quanto sentiamos orgulho daquela banda um dia... quando o hype deles era legal.


E já que citamos o hype... este foi algo que causou uma certa transformação este ano para um estágio mais evoluido. Com os lançamentos dos discos de La Roux, Miike Snow e Phoenix, estas bandas trouxeram um hype mais moderno, mais bem trabalhado e muito melhor do que aquele som fraco todo eletrônico estilo Natalie Portman Shaved Head. Com um som mais lounge, porém agitado, essas bandas se destacaram nas pistas de dança em 2009, e foram classificadas como uma das bandas com um dos melhores albúns do ano. E eu também, assino em baixo.


No Brasil:

Além do Friendly Fires passar aqui pelo Brasil, este ano, apesar da gente ter tido apenas um festival, uma grande massa de bandas atravessou o atlântico para tocar na nossa querida terra tropical. Só o Festival do Planeta Terra, reunião um quadro de bandas como Sonic Youth, Ting Tings, Patrick Wolf, Iggy Pop, Maximo Park, entre outros. Tivemos também o show do Radiohead no começo do ano, o show do The Kooks, os dois festivais do Lúcio Ribeiro, que veio o Matt & Kim. Tivemos Little Joy, Beirut, e o show do The Killers, que aconteceu alguns dias atrás. Sem mencionar AC/DC, e o show do Coldplay que está por vir.

No Blog:

No dia 15 de Dezembro, o Le Artists Journal faz dois anos. Neste dia, no ano de 2007, eu, Guilherme Spada, iniciei o Arte à Sétima com o objetivo de comentar e apresentar coisas que eu me interessava já que não havia mais ninguem para comentar. Dois anos se passaram e muita coisa mudou. O que antes era apenas um comentário, acabou virando uma resenha mais complexa, e uma fonte de noticia e opinião mais forte e diversificada. Apesar de alguns erros de português e de coerência verbal, o Arte à Sétima sempre pretendeu passar o mais legal e interessante para o público sob o meu ponto de vistas. Nem sempre tudo o que todos gostam acaba sendo comentado aqui, e sempre procuro comentar o que poucos estão comentado. Em dois anos, o Arte à Sétima juntou aproximadamente sessenta leitores diários.

Este ano, quis dar ainda mais um empurrãozinho com o blog, e criei assim um novo nome, como é conhecido agora, o Le Artistis Journal. Mas isso é apenas para dar um nome mais bonito ao blog, e sem prender muito ao conceito de "sétima arte", já que falamos muito mais de música aqui do que de filmes.

O ano de 2009 foi um ano muito significativo para o blog. O acesso foi muito maior, as noticias ficaram muito mais complexas e objetivas, e assim pretendo, a cada ano que passa, que o blog fique cada ves melhor. E é lógico, que tudo isso não poderia ser feito sem os seus comentários, e-mails de elogios e solicitações de amizades para a rede de twitter, orkut e last.fm.

Então é isso gente... 2009 foi marcado como um ano cheio de mudanças. O que será de 2010, não sabemos, mas com certeza, o Le Artists Journal estará aqui para mostrar tudo a vocês! Aguardem o proximo post para os Melhores Albuns e Singles do ano!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Esqueça The White Stripes!! O legal agora é Band of Skulls

Esqueça The White Stripes, The Kills, The Dead Weather, e qualquer outra banda que faça um rock acompanhado com a voz de um homem e uma mulher no vocal. Tudo o que antes era legal, agora virou mais legal ainda com a chegada do primeiro disco da banda Band of Skulls!


Como eu disse no post anterior, a trilha sonora do Lua Nova - que agora eu estou viciado - fez com que eu desse uma boa procurada na internet sobre as bandas que estão contidas na trilha sonora, e mais as bandas relacionadas. Após eu conhecer o Generationals, conheci o Band of Skulls.

Formada por Russell Marsden, Emma Richardson, Matt Hayward; o Band of Skulls se formou em 2008 com o nome de Fleeing New York. Após a mudança, a banda lançou seu primeiro albúm este ano, intitulado como Baby Darling Doll Face Honey. Com um rock estilo dos anos 70, a banda faz uma música eletrizante, pesada e cheia de emoções, com as vozes acompanhando o rítimo da melodia e dos riffs. Pode-se dizer que é até uma banda "par" de The White Stripes. Para quem conhece, vai entender o porque.

A banda também fez uma faixa inédita para a trilha sonora do filme Lua Nova, como citado antes. A faixa é "Friends", e parece que vai começar a crescer depois deste acontecimento. O que podemos fazer? É ajudar a divulgar... fique com a faixa "Light of the Morning", e procure o albúm deles o mais rápido que puder!