Em 2008, a diretora Catherine Hardwicke havia sido encarregada de um projeto cinematográfico adaptado de um dos maiores Best-sellers da geração, Crepúsculo, de Stephenie Meyer. Sem saber se daria muito resultado, o primeiro filme foi produzido de uma maneira mais independente, porém, totalmente fiel ao livro. Quando o filme foi lançado, Crepúsculo havia se tornado uma das maiores bilheterias do ano, e feito com que os amadores Kristen Stewart e Robert Pattinson virassem os “queridinhos” da geração. As três próximas seqüências cinematográficas, obviamente, não poderiam ficar de fora.
Este ano, a sequência Lua Nova chegou ao cinemas como um dos filmes mais esperados do ano. Dando um impulso totalmente diferente à história, e uma direção alternativa vinda de Chris Weitz, este é um filme literalmente para aqueles que leram o livro. Veja abaixo uma crítica inédita:

Depois de recuperar-se do ataque de vampiros que quase a matou, Bella decide celebrar seu aniversário com a família Cullen. Entretanto, um pequeno acidente durante as festividades faz com que ela sangre, fato que se prova intenso demais para os vampiros, que decidem deixar a cidade para o bem dela. Inicialmente de coração partido, Bella encontra conforto em uma vida despreocupada com seu amigo Jacob. Porém, quando coisas estranhas começam a acontecer na pequena cidade de Forks, Bella descobre que mais perigos dos mais variados a aguardam.
Bom, antes de analisar esse filme, precisamos analisar o livro. Criticado por muitos pela história de romance entre uma jovem e um vampiro, muitas pessoas não conseguem enxergar o que o filme realmente quer passar, pelo fato de que não leram os livros. Comentado sobre a nossa opinião dos livros há um tempo atrás aqui no Le Artists Journal, o livro Crepúsculo é um intenso livro excêntrico, que nos prende a cada página que folheamos. O filme conseguiu captar bem o que o livro quis passar, mas mesmo assim, o filme ainda não é tão tenso quanto o livro. Já em Lua Nova, ponto principal do que estamos analisando aqui, a história é totalmente diferente, e dá um elemento a mais a trama, do que simplesmente uma história de romance entre o vampiro e uma jovem. Somos introduzidos agora, a um mundo perigoso.

Lua Nova é um livro um tanto chato. Isso acontece pelo fato de que Edward vai embora, e todo aquele charme que o livro tinha sobre a relação dois, é substituído pela relação de Bella e Jacbob, que não parece nada demais, até estranhas coisas começam acontecer, e ele revela um segredo que muda totalmente o sentido da história. Porém, estamos analisando aqui o filme, e não o livro.
No filme de Lua Nova, a adaptação do livro para o filme é perfeita. Porém, graças a mudança de diretor, encontramos algumas falhas. Por ser um livro com muitas partes desnecessárias e um tanto calmo, o filme de Lua Nova mostra a mesma imagem. Há muitos diálogos, e não há muitas intrigas como antes, que nos fazia ficar presos ao filme. Mas isso não é culpa do diretor, pois afinal, o livro é assim, então não o diretor ficou sem opção. O que eu quero dizer é que há muitas cenas no livro onde Bella está passando por momentos depressivos e perigosos, que não foram apresentados com muita enfatize para o público. A direção é muito calma, e os diálogos são demorados. As cenas de mistério, intrigas e etc, não são muito diferentes das cenas calmas. O que de fato é um ponto negativo, pois, por já ser uma história mais tranqüila, o mínimo que precisávamos era um pouco mais de adrenalina nas partes mais agitadas.

O clima de filme independente também muda. Apesar de continuar com a mesma fotografia, cenário e etc, percebe-se que a qualidade da câmera é melhor, e a edição não deixou escapar nenhum detalhe do rosto das pessoas para concertar com photoshop. Sem contar que os efeitos especiais estão bem melhores (o que é um fato positivo, já que a maneira em que os vampiros voavam em Crepúsculo, era simplesmente horrível).
Apesar de ter esses pós e contrás sobre a produção deste novo trabalho, devemos levar em consideração a história, que na verdade é mais um crédito para o livro do que para o filme. A história é, digamos, mais interessante em Lua Nova. Para quem não agüentava aquela história de amor entre uma jovem e um vampiro, em Lua Nova, lidamos com coisas mais pesadas e tensas sobre mais segredos que Forks guarda, e os perigos do mundo dos vampiros. Apesar de Edwards não aparecer muito no filme, as garotas não tem o que se preocupar, pois a presença de Jacob substitui a de Edward em todos os aspectos.

Há também duas coisas que chamaram muita minha atenção no filme. A primeira, é a incrível atuação de Dakota Fanning, que segundo os tablóides, está voltando para as telas do cinema em filmes importantes, e com uma idade superior. Sua atuação é simplesmente incrível, e pode ter certeza que ficaram impressionados. Mas o mais impressionante ainda é a trilha sonora do filme. O filme todo é apresentado com faixas inéditas de The Killers, Death Cab For Cutie, Muse, OK Go, Grizzily Bear, Editors, Thom York e Lykke Li. A primeira coisa que você vai querer fazer quando chegar em casa é baixar a trilha sonora.
Então é isso. Lua Nova é um bom filme, porém, Crepúsculo continua sendo o meu favorito. Isso é pelo fato de que a história é mais tranqüila e menos excitante do que o primeiro filme. Para quem não leu os livros, talvez vão achar o filme até bem chato... por isso que digo que é mais um filme para quem leu os livros (mesmo com alguns elementos desnecessários que colocaram que não havia no livro). Mas ao mesmo tempo, é um tanto difícil comparar as obras, por que são totalmente diferentes. Tanto a direção, quanto a história. O que eu posso dizer? Bom, vejam Lua Nova e tirem suas próprias conclusões.
Nota: 7.5