Infelizmente, o Arte à Sétima perdeu um pouco seu foco este ano devido ao tempo que se foi tomado pelas atividades da faculdade e do cotidiano, fazendo deste ano, o ano mais morno em atualizações do blog, principalmente quando se trata de música. Grande parte dessa desatualização, também, foi o fácil acesso e a grande divulgação que as bandas passaram a ter na internet, tornando o conhecimento delas muito mais fácil e óbvio para os interessados. Apesar de tudo, o Arte à Sétima nunca deixou de falar de música. E fazer um post agora sobre os albúns que mais se destacaram do ano não é só uma tarefa que estamos acostumados a fazer, mas como também, não se é todo ano que temos Arctic Monkeys, Florence and the Machine, The Kooks, Friendly Fires, The Kills e Cansei de Ser Sexy lançando um album novo ao mesmo tempo. Eis então alguns albuns indispensáveis que lançaram em 2011, ou que ainda, vão lançar.

Para aqueles que nunca gostaram muito de Death Cab For Cutie - ou simplesmente não conhecem; o último lançamento deles é a oportunidade perfeita para passarem a gostar. Sendo um dos meus albuns mais aguardados de 2011, Codes and Keys é um albúm que trás um indie rock calmo, porém, extremamente emocionante e envolvente. Afinal, Death Cab For Cutie é Death Cab For Cutie, e suas comparações ficam nos próprios lançamentos, devido ao som tão especifico que fazem. Para aqueles que tem uma noção, este albúm é uma boa mistura de Transatlanticism com Narrow Stairs - o espírito mais "raís" da banda equilibrado com uma "modernidade" trazida com o tempo de formação da banda. Um album calmo, que não dá sono e ao mesmo tempo, atinge os cantos mais extremos da alma. Simplesmente fantástico.

Pouco foi se falado do Foster the People aqui no blog, mas não demorou muito para que o mundo falasse por mim. Sendo praticamente a banda mais comentada de 2011, Foster the People é praticamente o melhor lançamento do ano. Misturando indie rock com pop, a banda deixa de lado rótulos e manias hypes, que apesar de carregar o gênero indie na alma, faz um som extremamente original, criativo, bem feito e envolvente. Não há muito o que se falar, apenas o que se ouvir. E se você ainda não ouviu, corra, pois não sabe o que está perdendo.

Se tem uma coisa que eu adoro no The Kills é sua ligeiridade de lançar albuns. Com aproximadamente oito anos de existência, o The Kills chega este ano com seu quarto albúm. E o melhor de tudo é que eles estão sempre se superando. Apesar de ter certas diferenças em cada album que lançam, eles sempre fazem melhor a cada lançamento. E Blood Pressures não é diferente. Apesar de ser bastante diferente do anterior, Midnight Boom, Blood Pressures consegue ser extremamente envolvente e emocionante e bastante singular quando se trata de rock'n roll. Uma banda muito rotulada como estranha que desta vez, chega em seu auge tanto de reputação quanto qualidade sonora. Uma pérola do rock'n roll moderno.

Para aqueles que acompanham o blog faz tempo, sabe que muito foi se falado de Friendly Fires por aqui. Afinal, não há como negar. Eles foram a banda mais badalada de 2008. O que acontece, porém, é que desta vez, Friendly Fires voltou, só que muito, mas muito diferente - uma junção criativa de música indie eletrônica com samba e música africana. Já era algo de se esperar depois do single Kiss of Life, mas devo dizer que a originalidade de Pala é tão singular que muitas vezes chega a ser perigosa para a banda. O que não deixa, porém, de fazer com que o albúm tenha ótimas faixas. O que fica meio estranho ai, é tentar juntar Pala com o nome do Friendly Fires - uma junção que apesar de não parecer combinar muito, é de extremo bom gosto

Devo admitir que não estou ouvindo muito o novo album da Florence. Não é nem uma questão de gosto, mas sim, após tantos lançamentos emocionantes no mesmo ano, Ceremonials chegou no fim de tudo, com um som que já conheciamos e que não chegou ao patamar dos outros lançamentos. O que não deixa, porém, de ser um album incrível. Com a mesma sonoridade de Lungs, Florence trás um album mais calmo, assim por dizer, em relação aos instrumentos, onde percebemos menos tambor e arpa e mais piano e guitarra. Há também uma certa semelhança entre as faixas, que apesar de deixarem o album mais cansativo, não fazem com que as faixas sejam ruins. O que fazem mesmo Ceremonais ser deixado um tanto de lado, é a emoção que ficou no Lungs e que não se repetiu aqui. De um jeito ou de outro, é um album que merece ser ouvido.

É extremamente dificil falar de The Rapture sem você ter ouvido sua discografia. Uma banda tão peculiar que possui dois albuns extremamente diferentes, que parecem se juntar neste terceiro, resultando um dos melhores alguns de 2011. Sendo o primeiro album um indie rock barulhento, cheio de berros e ao mesmo tempo eletrizante, In the Grace of Your Love pega essas caracteristicas e as deixam mais comportadas graças a influencias mais dance e pop dos anos 70 e 80 que vem de Pieces of the People We Love, segundo álbum da banda. O resultado final é um som que pela primeira vez, não é um som mais do mesmo, mas sim, um albúm onde a banda pela primeira vez parecem saber o que estão fazendo. Se você não conhece o The Rapture, que comece por este album. Um disco onde todas as faixas são compostas por uma mistura de indie rock e pop num clima extremamente eletrizante.

Depois de Foster the People, Young the Giant é coincidentemente o melhor lançamento de 2011. Uma banda que trás um indie rock tranquilo, mas que é extremamente potencializado pela voz do vocalista Sameer Gadhia, dando uma energia emotiva as faixas. Sem contar que todas as faixas são ótimas - uma mistura de Come Around Soundown do Kings of Leon com The Pigeon Detectives, e muito original ao mesmo tempo. Assim como Foster the People, um album obrigatório que se deve ouvir.

Acho que não há dúvidas de que Rolling in the Deep foi praticamente o melhor single de 2011. Não só Rolling in the Deep, mas como Rumour Has It, Someone Like You e Waiting são faixas extremamente envolventes que fazem 21 ser um dos albuns mais emocionantes do ano. Afinal, o que é a voz desta mulher? A inveja é tanta que agora ela não pode cantar por um ano graças a uma doença que ela pegou na garganta, que afetou as cordas vocais. Enquanto isso, a gente vai curtindo 19 e 21, dois albuns que fazem de Adele uma das melhores cantoras no circuito musical mundial.

The Kooks sempre foi uma boa banda mas que nunca despertou um sentimento de fãn em mim. Até já cheguei a ir no show quando eles passaram aqui pelo Brasil, mas devo admitir que o The Kooks ficava para a trilha sonora de determinados momentos. Tudo muda, porém, com Junk of the Heart. Um album que apesar de ter as caracteristicas tipicas do The Kooks, são muito mais trabalhadas e muito mais evoluidas, fazendo deste não só o melhor albúm da banda até agora, mas como também, o album mais diferentes deles. Não ouvimos só o vocalista com seu violãosinho, mas sim, chegamos a ter violinos, e até batidas eletrônicas em algumas faixas. Uma evolução altamente necessária que caiu como luva. Muito bom!

Suck It and See - Arctic Monkeys
Depois de Humbug, o Arctic Monkeys entrou em processo de reabilitação por muitos fãs. Não que o terceitro album da banda seja ruim, mas o impacto que ele causou depois de albuns como Whatever People Say I Am That's What I'm Not e Favourite Worst Nightmare, foi um processo que deu uma leve dor de barriga em todos, pois demorou para diregir. O resultado dessa história se concluiu em Suck It and See, um albúm que apesar de não chegar aos pés da primeira fase dos macacos, é um álbum bom de se ouvir. Um album mais pop, com melodias mais interessantes que chegam ter muitas vezes uma veia de rock'n roll britânico dos anos 60. Para quem estava cantando Crying Lightning no mar com raios de efeitos especiais precários, Suck It and See é um grande alívio refrescante.

Se tem uma coisa que o Bombay Bicycle Club consegue ser, é original. E apesar de ter se voltado para a música folk no segundo álbum, é neste terceiro que a banda revela seus lados mais criativos. Bem diferente dos anteriores, A Different Kind of Fix mistura os elementos indies com o pop das maneiras mais criativas e originais entre todas as bandas de tal gênero que já ouvi. Ainda que trazem um sentimento um tanto melancolico - assim como todos os albuns, é um album muito gostoso e bom de se ouvir. Chega até ficar um pouco dificil de se explicar o porque o albúm é bom, então, o que eu peço é que ouçam o album.

Apesar da grande maioria dos fãns ter se revoltado com a banda com a chegada de Donkey, CSS sempre foi uma banda com albuns interessantes. La Liberacion não é diferente. As cinco primeiras faixas remeta facilmente o antigo CSS, com faixas indie electro pop de ótima qualidade (e com ajudas de bandas internacionais significativas), se concluindo com outras faixas levemente interessantes, que apesar de não estar no patamar da primeira parte do albúm, se resulta como outro album interessante da banda. É facilmente o lançamento mais fraco do grupo, mas não deixa de ser mais um disco do CSS.

Falar de Lykke Li sem com que a tenha ouvido é uma tarefa um tanto complicada devido a originalidade da banda e os diversos gêneros que se pode caracterizá-la. Fazendo um som que mistura indie pop, com folk, MPB à lá França, Lykke Li volta desta vez potencializado, fazendo um som muito mais agitado e emocionante, tornando sua melodia muito mais criativa e interessante. Um album impossivel de descrever, que só dá para compreender quando ouvido. Um dos lançamentos mais interessantes de 2011.

El Camino - The Black Keys
Pouco conhecia sobre o The Black Keys até a chegada de Brothers, que foi na minha opinião, o melhor album de 2010. O que antes era uma banda de rock e blues cujas faixas mal se diferenciavam de tão iguais que eram, a banda foi realmente mudar com Brothers, um album onde o rock e blues foram trabalhados de maneiras belíssimas, com uma diferenciação de faixas significativas, fazendo do album uma obra deliciosamente original. E para a surpresa de todos, a banda anunciou o proximo album, chamado El Camino. Com o primeiro single já lançado, Lonely Boy, percebemos que a banda se potencializou com Brothers e trouxe o resultado dessa evolução com este novo album, El Camino. O lançamento, que chega no dia 6 de Dezembro, é o melhor presente de Natal que podemos ganhar. Fiquem ligados!

Depois de muito tempo sem nenhuma novidade, o Justice finalmente chega com seu segundo album, Audio Disco Video. Sendo a única banda de música "eletrônica" que eu gosto que não tenha vocais, o Justice parece ter lançado um ótimo disco pelas poucas coisas que eu ouvi. Infelizmente, ainda não tive a oportunidade de ouvir, mas assim que conseguir, minha opinião estará na barra do menu do blog no On the Jukebox. De um jeito ou de outro, não há como não mencionar seu lançamento aqui.
2 comentários:
Tenho esse algum do Young the Giant, to viciado em Cough Syrup. muito bom, além de ser um som gostoso de ouvir. Da Adele só conheço as mais famosa. A voz dela é um espetáculo, preciso ouvi-la mais. Do Arctic Monkeys só ouvi a musica título, Suck It and See . E esse primeiro algum prarece ser bom, vou procurá-lo.
OBS: sou o Andinhu do CP. colocarei um link do seu blog no meu, ok? Até mais!
"álbum" rs
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