Estamos sozinhos no universo ou alguém está cuidando de nós? Estamos aqui por mera coincidência ou tudo faz parte de um plano maior? É difícil falar de Os Agentes do Destino - filme baseado no livro de Philip K. Dickers com Matt Damon e Emily Blunt - sem trocar ideias mirabolantes sobre teorias da conspiração, da relatividade ou até mesmo sobre a teoria da evolução das espécies. Um filme que aborda todas essas questões, resultando na criação de uma própria teoria que faz jus ao filme. E o que seria isso? Um blockbuster de qualidade.

Matt Damon interpreta David Norris, o senador que todos querem ter. Jovem, bonito, popular e com um enorme carisma. Mas ainda não é tempo para ele conquistar o cargo de senador. Sua popularidade acaba sendo um tanto imatura, fazendo a mídia descobrir coisas de seu passado que afetam sua reputação. E é ai que por acaso ele encontra uma mulher chamada Elise no banheiro. Um encontro bem casual que é suficiente para fazer com que inspire David a fazer um discurso que o bota de volta nos trilhos para tal cargo de senador e o faz perceber que talvez tenha encontrado a mulher de sua vida. Porém, o que ele não sabia é que seu destino não era vê-la novamente. Mas quando a reencontra, homens de terno aparecem dizendo que ele nunca mais deve vê-la, pois se não, as coisas não saíram de acordo com o "plano". Logo, David tenta fazer com que ele encontre com ela novamente. Mas como conseguir se todos seus passos estão sendo monitorados?
Ao contar uma história de conspiração, Os Agentes do Destino vai um pouco além das teorias populares, criando paradoxos e ideias interessantes de como o mundo funciona. Como um simples acaso, que pode ser tanto uma mera coiciêndia ou um fator necessário, que pode tanto mudar sua vida para sempre, ou fazer com que você deixe de fazer algo que não estava de acordo com um plano maior. A pergunta é, porque tal plano deve ser seguido? E é ai que entra a história de Matt Damon. Por que ele nunca mais pode ver uma mulher que se apaixonou? Como isso pode fazer parte de um plano maior se ficar com a pessoa que você ama parece ser a coisa certa? E é ai que entra desfechos tirados de teorias como as teorias do caos e a da relatividade, fazendo um thriller envolvente com ótimas cenas de perseguição.

E George Nolfi - diretor pela primeira vez neste filme após escrever diverdos roteiros como O Ultimato Bourne e Doze Homens e Outro Segredo - dá vida a todo o filme através dos agentes que parecem controlar tudo isso. Estes são curiosos homens que parecem trabalhar numa certa empresa controlada pelo "presidente", não dizendo muito bem se este presidente é o do país, Deus ou alguém com poderes. Eles possuem um livro onde prevêem possibilidades, intervenções e desfechos que mudam o destino das pessoas. Seu trabalho é fazer com que todos sigam o plano através de ajustes que eles implantam no cotidiano, como a perca de um sinal no celular, o esquecimento de uma chave, e etc. O mais interessante de tudo, que é o que trás uma certa dose de surrealismo no filme, é como eles se movem. Eles conseguem criar portais através de portas, que os transportam para outros lugares, entrando outras teorias de viagem ao tempo. Uma característica interessante que cria diversas ótimas cenas de perseguição durante o filme.
Já o romance entre Matt Damon e Emily Blunt funciona perfeitamente. É um romance um tanto real, não tendo muito melodrama cuja química funciona sem magia. Não é um casal que você imaginaria junto, afinal, estamos falando de Matt Damon, que vimos pegar diversas garotas em seus filmes com Emily Blunt, uma atriz magrela que está começando a se destacar agora. Porém, a energia que eles criam é convincente o suficiente para mover a história para frente, fazendo você se identificar com o casal em diversos momentos, criando uma cena até um tanto emocionante no fim, no telhado de um prédio, que lembra muito Vanilla Sky, por sinal. Mas a conclusão da história, apesar de ser um pouco hollywoodiana, é interessante, pois cria outras possibilidades em cima de teorias absolutas que o filme questionou o filme inteiro, nos perguntando até onde as coisas devem ser como são e até onde as coisas são mera coincidência.

No fim, Os Agentes do Destino é um filme que brinca bem com todas essas teorias. Ele tropeça algumas vezes durante seu desenvolvimento, mas sua trama é sempre forte e envolvente. Um blockbuster divertido, um tanto diferente, que apesar de seguir as bases hollywoodianas, fará você sair satisfeito com o preço que pagou para vê-lo.
1 comentários:
Desse aqui eu esperava mais. No fim, achei apenas razoável. Tinha tudo para ser um grande filme, mas tropeçou, tanto na adaptação da obra, quando no parco uso de efeitos (o filme pedia mais o tempo todo).
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